Brasil – Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, , sobrevivente do desaparecimento no Pico Paraná que ocorreu no dia 31 de dezembro, contou em primeira em primeira mão nesta terça-feira (06) como foram os cinco dias em que ficou perdido na montanha, ferido e sem equipamentos adequados.
Encontrado com vida após uma grande mobilização de equipes de resgate na última segunda-feira (06), ele descreveu uma sequência de decisões extremas, fé constante e resistência física para suportar as condições adversas até conseguir ajuda.
Sobre o Relato
Segundo o relato, que foi divulgado nas redes sociais, Roberto se perdeu durante a descida da trilha e precisou improvisar para seguir em frente. Mesmo machucado, ele continuou avançando pela mata e por áreas de difícil acesso.
“Foi uma aventura. Pedi muita proteção de Deus e pensei em toda a minha família na hora que eu estava descendo pelas trilhas”, afirmou.
Durante o percurso, ele sofreu ferimentos sérios. Quase lesionou gravemente o joelho e chegou a pular de uma cachoeira com mais de 30 metros de altura. Após a queda, continuou nadando e se deslocando por cima de pedras maiores para tentar manter a orientação e visualizar o caminho à frente.
As noites eram enfrentadas em condições precárias. Roberto contou que se guiava pelos sons da natureza para perceber a passagem do tempo e buscava abrigo improvisado para se proteger da chuva intensa. e.
Em um dos momentos mais críticos, ele foi arrastado por uma forte correnteza após tropeçar nas pedras. A queda resultou na perda de parte do óculos e em ferimentos no rosto.
“Dei mais de um quilômetro e meio nessa correnteza, batendo nas pedras. Eu sei nadar, mas essa correnteza me afogou bastante”, relatou, destacando o risco constante de morte.
A decisão que evitou uma nova tragédia veio ao se deparar com outra cachoeira ainda maior. Ao observar estruturas construídas no local, conseguiu subir, atravessar uma ponte de madeira e, ao final, encontrar uma chácara.
Lá, pediu socorro. Em seguida, foi atendido pela polícia e pelo Corpo de Bombeiros, que prestaram os primeiros cuidados.
Durante todo o período em que esteve desaparecido, Roberto sobreviveu com pouquíssimos recursos. Ele contou que se alimentou apenas de mexerica e uvas que levava desde o dia 31 de dezembro e bebeu exclusivamente água de cachoeira, filtrada de forma improvisada..
A fé e o pensamento na família foram apontados como fundamentais para resistir. Em sua mensagem final, Roberto agradeceu a todos os envolvidos nas buscas e no resgate, destacando o esforço coletivo e a solidariedade demonstrada durante a operação.
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*Fonte: Portal Tucumã
